• Laura Stoppa

Oficinas sobre Sexualidade para Jovens

Durante o mês de setembro, escolhido como mês da Diversidade Sexual em Jundiaí, tive o prazer de coordenar 4 oficinas destinadas a jovens da cidade sobre Sexualidade e temas afins. Uma iniciativa da Assessoria de Políticas para Diversidade Sexual em parceria comigo, as oficinas foram pensadas para esse público tão específico e especial.



Os jovens muitas vezes não têm com quem falar sobre os assuntos que lhes afligem. Não falam com seus pais, que por sua vez também não tiveram educação sexual, não contam tudo para os amigos, que também não têm ferramentas para ajudar, e também não possuem espaço nas escolas e instituições que frequentam. Por isso é tão importante criar estes espaços de abertura e confiança para que haja troca com informação e embasamento científico.


As Oficinas foram um sucesso e os jovens demonstraram que tinham muito a dizer. As questões que trouxeram para o debate eram extremamente elaboradas e ricas. Debatemos os temas principais das Oficinas como Corporeidade, Sistema Reprodutor, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Métodos Contraceptivos, Resposta Sexual Humana, Autoconhecimento e Relações Afetivas para, então, falarmos sobre a importância da construção de um Projeto de Vida que inclua uma sexualidade saudável.


Foram trazidas, no entanto, dúvidas que se relacionavam com os temas e os levavam além em termos de profundidade, como: transexualidade, construção dos papéis de gênero e perguntas sobre assexualidade.


O formato de Oficina foi escolhido para tirar aquela aura de palestra ou aula expositiva, que muitas vezes é algo cansativo e ineficaz. As Oficinas privilegiaram a participação dos presentes com dinâmicas, jogos, interações, desenhos e outras manifestações de autoexpressão.


Explicar conceitos é importante, mas isso precisa ser feito de uma maneira que realmente ressoe para a realidade dos adolescentes e jovens e dialogue com o cotidiano deles.

Apenas enxergando suas experiências nos exemplos é que eles poderão se identificar com o que está sendo falado e refletir sobre as decisões que estão tomando em relação aos seus corpos e sexualidade.


Educar, informar e transmitir conhecimento nunca é uma via de mão dupla e, por isso mesmo, as Oficinas foram uma troca muito rica para mim, como profissional e como pessoa. Espero que mais estabelecimentos e instituições abram suas portas para iniciativas como estas e que mais espaços sejam criados para incluir os jovens e para permitir que eles exponham suas angústias, sem julgamentos e com muito diálogo.