• Laura Stoppa

Mais orgasmos, mais imunidade


Em época de grande preocupação com a #imunidade, será que ter mais orgasmos pode ajudar a manter o sistema imunológico mais saudável? O orgasmo é o momento em que a excitação sexual atinge o máximo de intensidade e vale lembrar que o desejo sexual DESEQUILIBRA todo o organismo, deixando-o num estado de estresse.

Isso acontece principalmente nas duas primeiras etapas da Resposta Sexual Humana (Kaplan,1979): Desejo/excitação e Platô. Nestes momentos, estão envolvidos neurotransmissores como a serotonina, a adrenalina e a dopamina, que respectivamente correspondem às sensações de felicidade, euforia e prazer. Isso ativa os circuitos de recompensa do cérebro e preparam o corpo para atingir o clímax.


Durante o orgasmo, após contrações rápidas e ritmadas, é como se o corpo "descarregasse" toda essa tensão que foi acumulada e os sistemas nervoso e muscular liberam tudo de uma só vez, de modo involuntário, estimulando a liberação de ocitocina - conhecida como "hormônio do amor" por fortalecer relações, aumentar a libido e estimular o sentimento de conexão na relação sexual - e aumentando os níveis de imunoglobulina A (IgA), um anticorpo relacionado à melhora da imunidade e à proteção do organismo.


Segundo estudo da Wilkes University, na Pennsylvania, em 2004, pessoas que atingem o clímax durante a relação com mais frequência conseguem manter melhores níveis imunológicos. Aumentar o IgA no organismo ajuda em processos inflamatórios e no combate a infecções, gripes e resfriados.

Em tempos de quarentena, uma possibilidade é aproveitar essas informações para gozar mais e melhor - seja por conta própria ou com companhia. Mas lembrem-se: você é sua parceria sexual mais segura. Sexo com companhia, só se morar na mesma casa, combinado?


Lavem as mãos, fiquem em casa - e não esqueçam de cuidar da sexualidade também 🧡

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